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A Vingança do Felipão(II)

Felipão, o técnico Luis Felipe Scolari, chegou lá. Contra todos os prognósticos da imprensa do centro do país. Desde que chegou ao comando da seleção brasileira de futebol, Felipão teve que aguentar ser chamado de teimoso, burro, incompetente, e até alguns adjetivos piores do que estes expostos aqui.

Poucos deram importância ao fato de ter pego o time após dois outros técnicos, que fizeram as suas experimentações, e que, com tantas experiências estavam deixando o Brasil perto de não ir, pela primeira vez em sua história, a uma copa do mundo. Ele chegou como salvador de uma lavoura que estava quase perdida, e prometeu que a seleção brasileira se classificaria. Em matéria de torcida ele foi quase uma unanimidade; já em matéria de crônica esportiva a quase unanimidade era contra.

Por que isso? Talvez porque o treinador tenha fama de truculento, treinador de times que são estimulados a bater no adversário(não sei se isto é verdade). Talvez porque tenha fama de retranqueiro, monta seus times preocupado primeiramente em não perder, e joga conforme o regulamento, tipo, se o empate servir, joga-se pelo empate e congestiona-se o meio campo. Talvez por que ele sorria pouco, e não seja o melhor exemplo de comunicação com a imprensa. No fim, eu acredito que seja má vontade mesmo.

Felipão fez o que de melhor sabe fazer: armou um time, conseguiu a união do grupo, fortaleceu a autoconfiança de seus atletas. Não sei se ressaltou a glória que os esperava se a Copa do Mundo fosse ganha(será que isso seria necessário?). Parece que conseguiu levar a cabo o que Daniel Passarela queria fazer com a Argentina em 1998. Foi campeão! O resto é história!